5 de fev de 2007

Vida

5 de fev de 2007

Apaguei as luzes pra ver se penso melhor.
Funcionou por hora.
Assim como a esperança, frágil e branda, que emana, leve, em nós seres humanos.
Mas não devia ser assim, diga-se de passagem.
As vezes dá vontade de amassar os papéis e não escrever.
Mas quem escreve não vive sem os papéis.
É neles que despejo mágoas e satisfações.
Mas não é só isso.
Nunca é.
Passei alguns momentos nos ultimos dias tentando fazer uma amiga ver e sentir a força que pensamos não ter.
Mas temos, todos tem, ela também.
Também disse a ela que não se desfaça de duas coisas importantes:
- a cabeça no lugar, a calma, o equilibrio que tanto parece faltar (parecem tres coisas, mas na verdade são uma só)
- e o pensamento positivo (esse então é essencial)
Ela vai encontrar a força, sei disso.
Todos somos fortes, fingidos de fracos inoperantes perante os problemas.
Eu finjo ser um escritor, e isso me faz bem.
Mas também me faz mal.
É mesmo necessário driblar a difícil realidade estabelecida de tudo.
É preciso sermos nós mesmos.
Mas é preciso a liberdade de sermos o que quisermos.
Fazer do otimismo o degrau para a realização pessoal, tão distante e tão perto de nós.
Depende do ângulo, e de cada um.

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