12 de mar de 2008

Dentro de Nós

12 de mar de 2008
A plenitude do meu ser, da minha alma. Seria isso meu maior sonho de consumo.
Dificil constatar os reflexos que acontecimentos ou pensamentos negativos nos causa.
Seria muito mais interessante que ambos se equivalessem, que o bem recebido neutralizasse o mal adquirido, e tudo assim ficasse bem. E que esse bem fosse ainda mais forte, a ponto de se impor como prioridade, nos tornando seres mais felizes e menos, muito menos complexos.
Quem dera eu poder apagar manchas na alma, como uma borracha apaga um lápis, e tudo pudesse ser bom.

Seria esse discurso negativista? Creio que não.

Só tento expor as dificuldades que encontro no equilibrio diário, com único intuito de desejar estar bem, de não sofrer.
É tão complicado esquecer aquilo que nos incomoda, exceto para algumas pessoas que sabem impor sobre sua mente a vontade própria, ditando que nada de ruim assim permancerá, com risco de sofrer por nada. A consequencia maior de quando se esquece é se tornar uma pessoa mais preparada, mais serena no que se refere á ser humano.
Passamos os dias, aprendemos, choramos, sorrimos.
Vivemos alegrias, momentos inesquecíveis. Lembranças por muitas vezes me fazem mais chorar do que sorrir. Chorar a falta do que passou, ao invés de sorrir saudosamente pela emoção sentida e guardada.

Somos humanos. Guardamos numa caixinha dentro de nós todos nossos segredos. Todos nós temos segredos nas quais nenhum outro humano saberá. Não se trata de atos, atitudes. Se trata de sentimento, emoção. Eu tenho essa caixinha. Para 21 anos, ela ainda está bem vazia. Na verdade, ela só começou ater o que guardar mais de um ano e alguns meses pra cá. O que sobra são situações agradáveis, lembranças da infancia, momentos bons.
Alguns tem outra caixinha. Aquela onde guardam mágoas, chateações, medos e inseguranças.Essa caixinha anda lotada. Na verdade está lotada há mais de uma década. Eu quero jogar essa caixinha fora, e ela se recusa a sequer esvaziar. Mas, eu vou seguir tentando deixar apenas o que há de bom.

Pois por mais que as coisas boas sejam tão mais importantes, as ruins tem maior poder de nos abalar.

O que sei, é que não importa o que cada qual me causa, a caixinha de coisas boas sempre está aberta, pois nela está a chama que me faz viver, me faz homem com fé, em Deus, nas pessoas, no amor, e em mim!

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